quinta-feira, 29 de abril de 2010

Deambulo, fragmentado, por entre caminhos tortuosos
num infinito que neste mundo me dá pé...

Corro, sem cessar, por entre labaredas esfomeadas
por um ingénuo, fisgadas,
procurando o tudo ou nada
de cristas aguçadas

Penso, agitado, por entre redes laceradas
de tentativas arriscadas,
de sobejas lutas travadas
futuras, presentes, passadas

Caminho, sumido, do tacto privado,
pelo odor iludido,
pela essência ignorado,
qual espectro escorraçado...


Deambulo, fragmentado, por entre caminhos tortuosos...


...e quiçá um dia,
pela perdição guiado,
eu encontre o paraíso,
também ele perdido

2 comentários:

Anónimo disse...

"há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. é o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

:)

mais um, que são muitos*

Anónimo disse...

=)

Obrigado I.