quinta-feira, 29 de abril de 2010

Deambulo, fragmentado, por entre caminhos tortuosos
num infinito que neste mundo me dá pé...

Corro, sem cessar, por entre labaredas esfomeadas
por um ingénuo, fisgadas,
procurando o tudo ou nada
de cristas aguçadas

Penso, agitado, por entre redes laceradas
de tentativas arriscadas,
de sobejas lutas travadas
futuras, presentes, passadas

Caminho, sumido, do tacto privado,
pelo odor iludido,
pela essência ignorado,
qual espectro escorraçado...


Deambulo, fragmentado, por entre caminhos tortuosos...


...e quiçá um dia,
pela perdição guiado,
eu encontre o paraíso,
também ele perdido

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Si tard




Por que vens assim tarde?
Não te esperava mais
Tinha deixado de acreditar
Já te tinha riscado

Por que vens assim tarde?
O que te trás aqui?
Que crueldade bizarra
Essa súbita vontade

Por que vens assim tarde?
A tua mãe não te ensinou nada?
Não devemos chegar tão tarde
A casa de quem nos convida

Sem flores, rigoroso
Mas a verdadeira educação
É chegar a horas
Quando o tempo aperta

Por que vens assim tarde?
Quando já está tudo acabado
E que aparte teus nervos,
Me substituem em tua cama

Por que vens assim tarde?
Não tens nenhuma desculpa
Nem a mais pequena história
Nem a mais pequena artimanha

Por que vens assim tarde?
Posso pensar o que quiser
Da tua boca cheia de histórias
De futuros luminosos

Oh, já não é assim tarde
Meu anjo, que idiotice
Se tu pudesses ver
Será que não cresceríamos?

terça-feira, 27 de abril de 2010

" A vida é um escândalo para a razão"

                                           Cruzeiro Seixas

domingo, 25 de abril de 2010

espera infinita...

O espectro da capacidade obtusa ronda a dimensão das minhas sensações e por vezes...sim... por vezes atinge, subverte a dimensão que me dá a plenitude necessária para Ser em paz. É uma luta atroz, inquietante...Estranhamente, sei ser a tua falta que me deixa desprotegido.

Vinde sensações letais! Dou de barato minha alma, mas deixai-me Ser num plano linear de sensações...Sugai minha imaginação, mas expulsai minha dor gravativa... Todavia, peço que sejais gentis e me concedais a metamorfose da vertigem...



                                               Morpheus and Iris



Que Morpheus me proteja, para presenciar tua vinda e Ser pleno de vez.
Por vezes, esqueço o que me ensinaste...