quarta-feira, 23 de junho de 2010

Uma primeira memória turva

Hoje abri o armário e retirei de lá o vazio.








...pelo vibrante David Lynch

...música de Angelo Badalamenti

terça-feira, 22 de junho de 2010

acaso genuíno

E, de repente, cuspo uma bola de sangue.



 Salvador Dalí - Criança geopolítica observando o nascimento do homem novo (1943)

 ‘’Estou a pintar quadros que me fazem morrer de alegria, estou a criar com absoluta naturalidade, sem a menor preocupação estética, estou a fazer coisas que me inspiram com uma profunda emoção e estou a tentar pintá-los com honestidade’’ - Dalí

sexta-feira, 4 de junho de 2010

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Deambulo, fragmentado, por entre caminhos tortuosos
num infinito que neste mundo me dá pé...

Corro, sem cessar, por entre labaredas esfomeadas
por um ingénuo, fisgadas,
procurando o tudo ou nada
de cristas aguçadas

Penso, agitado, por entre redes laceradas
de tentativas arriscadas,
de sobejas lutas travadas
futuras, presentes, passadas

Caminho, sumido, do tacto privado,
pelo odor iludido,
pela essência ignorado,
qual espectro escorraçado...


Deambulo, fragmentado, por entre caminhos tortuosos...


...e quiçá um dia,
pela perdição guiado,
eu encontre o paraíso,
também ele perdido

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Si tard




Por que vens assim tarde?
Não te esperava mais
Tinha deixado de acreditar
Já te tinha riscado

Por que vens assim tarde?
O que te trás aqui?
Que crueldade bizarra
Essa súbita vontade

Por que vens assim tarde?
A tua mãe não te ensinou nada?
Não devemos chegar tão tarde
A casa de quem nos convida

Sem flores, rigoroso
Mas a verdadeira educação
É chegar a horas
Quando o tempo aperta

Por que vens assim tarde?
Quando já está tudo acabado
E que aparte teus nervos,
Me substituem em tua cama

Por que vens assim tarde?
Não tens nenhuma desculpa
Nem a mais pequena história
Nem a mais pequena artimanha

Por que vens assim tarde?
Posso pensar o que quiser
Da tua boca cheia de histórias
De futuros luminosos

Oh, já não é assim tarde
Meu anjo, que idiotice
Se tu pudesses ver
Será que não cresceríamos?

terça-feira, 27 de abril de 2010

" A vida é um escândalo para a razão"

                                           Cruzeiro Seixas

domingo, 25 de abril de 2010

espera infinita...

O espectro da capacidade obtusa ronda a dimensão das minhas sensações e por vezes...sim... por vezes atinge, subverte a dimensão que me dá a plenitude necessária para Ser em paz. É uma luta atroz, inquietante...Estranhamente, sei ser a tua falta que me deixa desprotegido.

Vinde sensações letais! Dou de barato minha alma, mas deixai-me Ser num plano linear de sensações...Sugai minha imaginação, mas expulsai minha dor gravativa... Todavia, peço que sejais gentis e me concedais a metamorfose da vertigem...



                                               Morpheus and Iris



Que Morpheus me proteja, para presenciar tua vinda e Ser pleno de vez.
Por vezes, esqueço o que me ensinaste...

 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Sensações

uma sensação de salvação eu sinto
ainda que de forma fugaz e infantil.
não serão assim as sensações no limbo?
tal e qual um sol empírico,
que alguns buscam com afinco?

...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

domingo, 11 de outubro de 2009

Obrigado Pessoa

Tudo o que faço ou medito
Fica sempre na metade.
Querendo, quero o infinito.
Fazendo, nada é verdade.

Que nojo de mim me fica
Ao olhar para o que faço!
Minha alma é lúcida e rica,
E eu sou um mar de sargaço

Um mar onde bóiam lentos,
Fragmentos de um mar de além...
Vontades ou pensamentos?
Não o sei e sei-o bem...

Fernando Pessoa

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Cortina

essa cortina, por fino fumo cosida,
teia elástica, drasticamente subversiva,
soberba e até ver intemporal,
cresce e engrandece lasciva,
para que caia no final!



A Metamorfose de Narciso (1937) - Salvador Dalí

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Remorsos

mole sina me despedaça o orgulho
tempestuosa, porém!
arrasta-me para o incolor e insípido infinito do terror
larga-me amiúde, fazendo pouco do amor

o meu.




William-Adolphe Bouguereau-The Remorse Of Orestes (1862)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

com um tocar de lábios metafísico...

.




...hoje, o meu coração partiu-se...

sábado, 19 de setembro de 2009

Romances...


"Eros et Psyché" by Jacques Louis David

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Lisboa, família, viagens, ginja, portugueses, espanhóis, italianos, latinos, holandeses, frio, Holanda, Portugal, futebol, finanças, fim-do-mundo, religião, preconceito, castelos de areia... arte, surrealismo, Magritte, Dalí... cinema, francês, Paris...Portugal, descobrimentos, irrealismo prodigioso, ditadura, evolução...(...)Cinema, ninfas, mitologia...
uma pessoa sincera passou hoje por mim. ficámos horas a passar um pelo outro... O tempo passou por nós, rápido, veloz, ou não fosse o cenário a "mui nobre e sempre leal cidade de Lisboa", onde o tempo voa...

domingo, 29 de março de 2009

Potâmides

                              Jonh William Waterhouse - Hylas and the Nymphs (1896)


É capaz de ser a primeira coisa de que me lembro desde que me conheço. Adoro o jeito, a voz, o sorriso, a  filosofia, a história, a força, o mistério, os pés, a insegurança, as mãos, o labirinto, os cabelos, o desejo, as pernas, a alegria, a sedução, o andar, o aroma, o dançar, os olhos, o cruzar de perna, o cheiro...a aura. Amo demais(...) apetece-me dar um pouco de mim a todas as que me cativam, que me seduzem...
Um puto que se rege por emoções...

segunda-feira, 16 de março de 2009

Observar?

Começo a sentir que se tomar demasiada atenção a tudo o que se passa à minha volta, fico louco.
Por vezes medito acerca da ténue diferença entre conspiração e realidade. Ou será que não haverá diferença? Serão conspirações da realidade? Ou serão reais essas conspirações? Será o Mundo do Sonho? Ou o Sonho do Mundo?
E isto interessa?

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Não se trata de tentar ser quem não sou...Eu sou nós.

E sou-o realmente nós. Não dois, mas um sendo dois...nós, eu.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Classe FM

Folgo em ver que há pessoas que também gostam de ouvir a classe.fm. É sempre bom.
Falando sobre o post. É verdade que também me questionei acerca dos programas eclesiásticos…pensava para mim: “o argumento mais fraco que eu tenho para isto, é o de que o público alvo para este tipo de programa não tem nada, mas nada, a ver com isto.”(Agora, e só por acaso, até fortaleceu dado o nome do seu Blog). Pra’ lém da simples razão de jazz, soul, beebop, e outros demais estilos de música, estarem bastante desencontrados com esta vertente dos céus divinos, de facto, é bem verdade que os percurssores de Jazz, Blues, entre outros, foram os negros, também muito religiosos e muito crentes. Mas comparar crença pura com progadanda, nem pensar.
Mas bem, se não quisermos ir tão longe, basta perguntarmo-nos a nós mesmos que “aquilo” está só a preencher o tempo que ocupa a publicidade nas outras telefonias…
No fim, sigo feliz e contente a agradar os meus ovidos.
FM 106.2

domingo, 18 de novembro de 2007

Dúvida

Dúvida variável, sem dúvida. Insana!
Essa chata sorrateira!
Não fujo, evito.
Não penso, existo.
Não observo, vejo.
Não falo...não me mostro.

sur real

Talvez escuro, ou talvez nada
desencontro ou não-encontro...
nada vejo, nada sei, nada faço. contrário ao aço.
leve toque, desmanchado
ao lado de sí próprio.
sem história... Glória?